Miles Dewey Davis III nasceu no dia 26 de Maio de 1926 no estado Americano do Illinois, na cidade de Alton, mas muito cedo a sua família mudou-se para St. Louis. Seu pai era dentista e sua mãe pianista de Blues, outro dos géneros musicais da época, mas, apesar de estar ligada á música Afro-americana, sempre tentou esconder essa faceta do filho e o que queria mesmo era que este aprendesse violino. Aos 9 anos, Miles recebe o seu primeiro trompete mas, só com 13 anos começa a tocar e a ter lições com Elwood Buchanan.

Miles foi para Nova Iorque e chegou a tentar entrar na famosa Academia de Música de Julliard mas, devido á sua irresponsabilidade e também por culpa de outro géneo, Charlie Parker, não chegou a entrar. Apesar de não ter entrado, Miles, por volta de 1948 lança o seu primeiro álbum, Birth Of The Cool, onde colabora com Gil Evans, músico que o acompanhará nos próximos 20 anos.

Desde muito cedo Miles começa a ter uma relação com a droga, chegando mesmo a ficar viciado em heroína, até que um dia ao voltar para St. Louis, para junto da sua mulher, decide ir para a quinta dos pais e fecha-se no quarto de hóspedes durante 7 dias até expulsar completamente as drogas do seu sistema. Depois dessa recuperação consegue voltar aos grandes palcos do Jazz depois de uma actuação com Thelonious Monk e futuramente assina um contrato com a Columbia e cria o seu primeiro Quinteto. O primeiro álbum deste quinteto formado por John Coltrante (Saxofone), Red Garland (Piano), Paul Chambers (Contrabaixo) e Philly Joe Jones (Bateria) chama-se Round About Midnight. No ano de 1957, devido ao mau relacionamento entre alguns colegas devido á droga, Miles acaba por abandonar o quinteto mas, em meados de 1958, o quinteto junta-se e com mais um elemento forma agora um sexteto.

A partir de uma certa altura, Miles começa a destacar-se com trompetista e acaba por tocar com grandes músicos como Dave Brubeck e Duke Ellington, e cria alguns álbuns míticos como Miles Ahead, Sketches of Spain e o seu álbum considerado a sua obra-prima Kind Of Blue, que contém músicas como So What, considerada por muitos a sua melhor peça ou All Blues. Este álbum chegou a ser considerado o melhor álbum de Jazz de sempre.

Em meados de 1974, Miles tinha vários problemas de saúde, incluindo depressões, úlceras, reumatismo e dependência de álcool e drogas como heroína e a cocaína . Ficou parado durante 5 anos agarrado ás drogas até que em 1979, graças a Cicely Tyson, conseguiu fazer a desintoxicação e começou a gravar novamente. Gravou mais alguns álbuns pela Columbia até chegar um novo músico á editora, Wynton Marsalis, que viria a ser o motivo da ruptura de contrato entre Miles e a editora. Miles assinou posteriormente com a Warner Brothers onde gravou poucos álbuns e fez algumas tournées até que no dia 28 de Setembro de 1991, com 65 anos, Miles sofreu um ataque cardíaco e morreu. O seu corpo está sepultado em Nova Iorque no Woodlawn Cemetery.

Durante a sua vida, Miles Davis lançou e tocou com inúmeros músicos como Wayne Shorter, Chick Corea, Herbie Hancock, John McLaughlin, Keith Jarrett, entre outros…

Miles tinha uma particularidade quando actuava e que, por vezes, enervava o público. Miles tocava o seu solo e depois desaparecia do palco virando as costas ao público e deixava a sua banda tocando sozinha. Depois de algumas críticas perguntou “Já viram alguma vez um maestro conduzir virado de frente para o público?”. Foi o seu gênio criativo que o levou até ao topo, a sua maneira de ser diferente. Miles não era um grande músico no que diz respeito a estudos mas era o que melhor tocava e improvisava no trompete. Um dia, Miles foi convidado para ir á Casa Branca fazer uma recepção em honra a Ray Charles. Sentou-se junto de uma senhora branca da Sociedade de Washington que lhe perguntou “O que é que voçê fez para ser convidado?” ao que Miles respondeu “Mudei o rumo da música 4 ou 5 vezes. O que é que voçê fez de importante além de ser branca?”. Miles mudou a música, tocou vários estilos, entre os quais, bebop, cooljazz, modal jazz, jazz fusion, funk, electric, etc. Duke Ellington um dia descreveu Miles como “The Picasso of Jazz” e com razão. Miles Davis foi um ícone do Jazz e irá ser lembrado como tal durante muito e muitos anos.

Fonte: Miles Davis | Wikipedia
Links interessantes: Miles Discography | Miles Davis Official Site | Miles Davis

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