Lux Jazz Sessions Agosto

Agosto é o segundo mês do ciclo Lux Jazz Sessions e é já hoje que começa. Já aqui havia posto um belíssimo texto da organização do Lux Jazz Sessions a explicar o evento portanto será escusado voltar a pô-lo. Fica então apenas a programação completa deste ciclo de Agosto.

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Programação:

dia 1 de Agosto – André Fernandes 4tet “Timbuktu”

O arranque para o segundo mês do ciclo Lux Jazz Sessions é feito ao som de um dos mais requisitados nomes da geração jazzística portuguesa nascida criativamente já em pleno século XXI, o guitarrista André Fernandes. Bem vistas as coisas, não são muitos os músicos que, tendo começado a sua carreira profissional há pouco mais de cinco anos, se podem gabar de já ter tocado ao lado de grandes vultos do jazz nacional e internacional como Mário Laginha, Bernardo Moreira, Carlos Barretto, João Paulo Esteves da Silva, Lee Konitz, David Binney, Chris Cheek, Cyro Baptista, Perico Sambeat ou Julian Arguelles, entre muitos outros. Isto para além de ser dono de uma discografia que chegou no ano passado ao seu terceiro registo de longa duração em nome próprio, “Timbuktu”, exactamente o disco que vem apresentar ao Lux […] Como se toda esta actividade criativa não fosse suficiente, André Fernandes ainda arranjou tempo para ser co-responsável pela criação da editora e dos estúdios Tone Of A Pitch, um dos mais importantes laboratórios do recente jazz de passaporte nacional (onde é produtor e engenheiro de som de grande parte das edições), e para dar aulas na Escola de Jazz do Hot Clube de Portugal e no Conservatório da Madeira.

Ficha Técnica:
Guitarra – André Fernandes
Piano e rhodes – Mário Laginha
Contrabaixo e baixo – Nelson Cascais
Bateria – Alexandre Frazão

dia 8 de Agosto – Maria João “João”

Se há um nome graças ao qual o jazz português foi ganhando um inegável respeito dentro e fora de portas, esse é, sem dúvida, o da cantora Maria João. Mas quando se pensava que os 12 anos de carreira conjunta com o pianista Mário Laginha já tinham revelado todo o potencial criativo da vocalista, Maria João apresenta-nos essa imensa surpresa que é o seu mais recente CD: “João”. Depois de muitos anos de reflexão (toda a sua vida, ousaríamos dizer…), Maria João finalmente tomou a coragem necessária para assumir o “desafio arriscado” (usando as suas próprias palavras) de gravar 14 das suas canções preferidas do songbook brasileiro, uma das principais fontes de estímulo e influência do seu longo percurso criativo. Obras-primas cronológica e estilisticamente tão distantes como “Tico Tico no Fubá”, de Zequinha de Abreu, “Canto de Ossanha”, de Baden Powell e Vinicius de Moraes, ou a recente “Dor de Cotovelo”, escrita por Caetano Veloso para a diva Elza Soares, passam aqui pelo filtro do virtuosismo ímpar da vocalista, que praticamente reinventa a base quase intocável dos seus arranjos, conferindo a cada composição o seu inconfundível toque pessoal. E é por isso mesmo, por se tratar acima de tudo de um disco tão pessoal, de uma homenagem às grandes canções da sua vida de melómana, que Maria João se apresenta assim, de coração aberto, usando apenas o nome pelo qual os amigos a chamam.

Ficha Técnica:
Voz – Maria João
Harpa – Eleonor Picas
Guitarra – Mário Delgado
Contrabaixo – Demian Cabaud
Bateria – Alexandre Frazão

dia 15 de Agosto – TGB

Quem já os conhece, já sabe: o nome TGB representa as iniciais das palavras Tuba, Guitarra e Bateria, os instrumentos que constituem a sua formação. Quem já os conhece, já sabe: os TGB são o grupo de três dos mais talentosos músicos da cena jazzística nacional, Sérgio Carolino (a tuba), Mário Delgado (a guitarra) e Alexandre Frazão (a bateria). Quem já os conhece, já sabe: os TGB são um dos mais singulares, imprevisíveis e fascinantes grupos do jazz nacional. Quem já os conhece, já sabe: o concerto que os TGB vão dar nas Lux Jazz Sessions será certamente inesquecível. Quem já os conhece, já sabe: é obrigatório aconselhar a quem ainda não conhece.

A música dos TGB é única. Uma peculiar e improvável simbiose, marca registada do trio, que só podia nascer entre estes intérpretes. Sérgio Carolino, além da carreira que vai erguendo nos meandros do jazz, tocou tuba na Orquestra Metropolitana de Lisboa, na Orquestra Sinfónica Portuguesa, na Orquestra Gulbenkian e no Remix Ensemble e é, desde 2002, tuba principal da Orquestra Nacional do Porto – é um músico tão ecléctico quanto os seus próprios interesses musicais, tão competente na música erudita como na música popular. Mário Delgado, por seu turno, é um guitarrista de reconhecidos méritos, quer seja no seu projecto Filactera, no trio de Carlos Barretto ou nas incontáveis colaborações que já teve com meio mundo musical português. Por fim, Alexandre Frazão é um dos bateristas centrais da música nacional, com um rol de participações infinito em todas as áreas, do jazz (Bernardo Sassetti, Laurent Filipe,…) à música tradicional (Júlio Pereira, Tim Tim Por Tim Tum,…) ou da pop (Pedro Abrunhosa, Rui Veloso,…) à música experimental (Nuno Rebelo,…) – a prová-lo de forma inequívoca está o facto desta ser a sua terceira presença consecutiva nas Lux Jazz Sessions, depois de, nas semanas anteriores, ter marcado o ritmo nos grupos de André Fernandes e de Maria João.

Ficha Técnica:
Tuba – Sérgio Carolino
Guitarra – Mário Delgado
Bateria – Alexandre Frazão

dia 22 de Agosto – Tora Tora Big Band “Tora Tora Cult”

Tal como as Lux Jazz Sessions, também a Tora Tora Big Band acredita que o jazz pode estar a muito poucos passos (de dança) da pista (de dança). Tal como era no início, agora e sempre… O groove! O groove é, claro, a essência, a alma de tudo isto. Podemos dizer que é jazz, sem dúvida alguma, mas também podemos ouvir estilhaços de funk, reggae, soul, drum n’ bass ou tantas tradições musicais do mundo (samba, salsa, afrobeat, etc…) quantas as nacionalidades dos elementos desta big band: seis. Ou mais, muitas mais tradições… […] Dito de outra forma: músicos que apresentam um recheadíssimo curriculum colectivo e individual, repartindo participações regulares ou pontuais com artistas tão distintos como Nuno Rebelo, Dulce Pontes, Paulo de Carvalho, Cool Hipnoise, Tito Paris, Bana, Big Band do Hot Clube de Portugal, Pedro Abrunhosa, Né Ladeiras, Mafalda Veiga, Sara Tavares, etc. etc., etc… A energia é a de uma big band ligada à corrente eléctrica, com o coração no passado do jazz mas com a cabeça num futuro tão promissor e luminoso quanto o que os próprios vão construindo em cada um dos seus concertos, festins inesquecíveis de swing e ritmos avassaladores a que ninguém fica indiferente.

Ficha Técnica:
Trompete, composição e arranjo – Johannes Krieger
Trombone, composição e arranjo – Lars Arens
Trompete – Miguel Gonçalves
Saxofone barítono e tenor – Guto Lucena
Saxofone alto e tenor – Zé Maria
Trombone – Claus Nymark
Trombone – Peter Wetherill
Piano – Filipe Raposo
Baixo – Francesco Valente
Bateria – Davide Rodrigues
Percussão – Hugo Menezes
Percussão – André Pacheco “Júnior“

dia 29 de Agosto – Wishful Thinking “Wishful Thinking”

O projecto português Wishful Thinking nasceu da amizade que o saxofonista brasileiro Alípio Carvalho Neto e o pianista britânico Alex Maguire travaram há quase dez anos em Évora. Ao tomarem a decisão de trabalhar em conjunto na criação de um novo colectivo, já em 2005, assumiram a intenção declarada de juntar outros instrumentistas que fossem igualmente compositores nas áreas de influência que unem a música improvisada, a música contemporânea e diversas manifestações de jazz. Para tal, convidaram o trompetista alemão radicado em Portugal Johannes Krieger , o baixista Ricardo Freitas e o baterista Rui Gonçalves, ambos portugueses. A música que brota do equilíbrio criativo dos cinco elementos dos Wishful Thinking é o que Alex Maguire descreve como “a conciliação das duas forças que conduzem a consciência humana: uma que nos faz olhar em frente e a outra que nos empurra para o protesto, para o lamento, para o grito de raiva”. Tudo isto tem expressão evidente no álbum homónimo da banda, publicado há alguns meses pela notável editora portuguesa Clean Feed, num conjunto de faixas escritas e arranjadas por todos os membros do quinteto, o que fornece uma energia e uma química suplementares ao som que praticam: um fascinante hard bop com uma plena consciência funky em permanente fusão e revisão das aprendizagens de todas as escolas atrás referidas. Os Wishful Thinking são, por tudo isto e por tudo o que só a música pode transmitir, um nome absolutamente a não esquecer no panorama jazzístico nacional de recentes anos.

Ficha Técnica:
Trompete – Johannes Krieger
Saxofone tenor – Alípio C Neto
Piano – Alex Maguire
Baixo – Ricardo Freitas
Bateria – Rui Gonçalves

Para ver o PDF com a informação completa acerca do evento clique aqui.

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Para mais informações sobre os Clubes de Jazz acima mencionados, confiram o post sobre Clubes de Jazz em Portugal

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