O saxofonista tenor americano deu na Aula Magna um extraordinário concerto

Muitos estão apreensivos quanto à sucessão do grande Sonny Rollins. Pelo concerto da Aula Magna no dia 19, no meu caso, já sei que Joe Lovano está na linhagem da grande tradição dos saxofonistas tenores de som monstruoso e dominador, dos improvisadores que não cessam de espantar com a fluência e torrente das suas improvisações. É diferente vê-lo com o seu noneto ou noutro conjunto, com o impacto que causa à testa de um quarteto. A sua atitude, os gestos que acompanham o seu som, a sua movimentação e dança estão na esteira dos grandes saxofonistas negros que terá ouvido nos seus anos de formação. Com Lovano, não se trata de ser intenso como Coltrane ou cerebral como Shorter, com Lovano é a simplicidade de acção que domina, a coerência das linhas quantas vezes complexas, o swing abrasador e a emotividade do timbre.





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