Joana Machado tem todo o potencial para vir a ser uma das grandes vozes do jazz português e mesmo internacional. Em Janeiro de 2006 lançou o seu primeiro disco intitulado CRUde. O disco visita lugares do jazz e da música universal, tendo a voz como centro gravitacional da teia de arranjos que une estruturalmente a música apresentada. De um lado, a voz, enquanto instrumento e contadora de histórias. Do outro, o trio, suporte musical, cronologia das histórias contadas. Afonso Pais, director musical e responsável pelos arranjos, vinca o seu imaginário em temas como Day Dream de Billy Strayhorn, e Ana Luiza de António Carlos Jobim, contribuindo também com dois dos seus originais.
Arquivo de Maio 15th, 2007
A música produzida pela Orquestra da Geometria Variável resulta do jogo do material acústico versus o electrónico, numa contínua busca de pequenos detalhes e significados – o som rompe do silêncio para nele voltar a megulhar…
Com esta organização formal do caos, tenta-se aplicar novos conceitos de indeterminação e composição instantânea, através da erupção assimetricamente alternada de momentos de som e silêncio (ausência de som identificável) com predominância para estes últimos, seja pela emissão de sons de características subliminares e psico-acústicas, seja pela completa ausência de sons, permitindo assim aos músicos recuperar o seu ritmo natural de respiração e sentido aleatório de pulsação, bem como escutar toda a espécie de acontecimentos sonoros que estejam a ocorrer nesse preciso momento no espaço envolvente, ou então “simplesmente” escutar o que outro músico tenha começado, entretanto, a fazer, sem a preocupação de responder imediatamente e assim encher de forma inútil o espaço sonoro.
Pianos, Baixos, Tubas & Vozes é o tema que enquadra o painel de conhecidos músicos, Europeus e Americanos, personalidades relevantes no actual mundo do jazz, presentes na edição deste ano do Jazz em Agosto. Em formações diversas, do solo à orquestra, as actuações previstas ocuparão os vários espaços da Fundação Calouste Gulbenkian: Grande Auditório (1,200 lugares), Auditório 2 (350), Auditório 3 (134), Anfiteatro ao Ar Livre (1,000) e Sala Polivalente (140), de 3 a 11 Agosto (interrompe a 6, 7 e 8). A edição deste ano apresenta também dois filmes sobre músicos inovadores da História do jazz bem como duas conferências proferidas pelos próprios músicos.
O jazz tem-se mantido em consonância com a civilização. Nos nossos dias ele é fractal, caleidoscópico e, sobretudo, livre de preconceitos. No seu género, o Jazz em Agosto oferece uma melhor compreensão do jazz de hoje, desafiando o público a alargar o leque da sua percepção estética.
Programa completo do Jazz em Agosto 2007 disponível em breve.
Jazz em Agosto 2007 – 3 a 11 Agosto
Fonte: Fundação Calouste Gulbenkian


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